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Nova câmara para o VLT será construída com participação do IA
2014 setembro 29

MOONS Ground telescopes and instrumentation Desenho conceptual da MOONS. Copyright: ESO/MOONS Consortium.

Começa hoje a construção de uma câmara revolucionária para o observatório VLT (ESO), estando a qualidade de imagem a cargo de uma equipa do IA1/CAAUL2.

A nova câmara, de nome MOONS (Multi-Object Optical and Near-infrared Spectrograph), é um espectrógrafo de nova geração, que será instalado num dos telescópios do VLT. Durante o seu tempo expectável de vida (10 anos), a MOONS irá observar cerca de 10 milhões de galáxias, tornando-se uma ferramenta essencial para o estudo da formação e evolução destes sistemas ao longo da história do Universo. Este instrumento permitirá ainda sondar a estrutura da Via Láctea observando estrelas até uma distância de 40 mil anos-luz, incluindo regiões obscurecidas por poeira, permitindo assim aos astrónomos construir um mapa tridimensional da nossa galáxia.

José Afonso, investigador do IA/CAAUL e um dos investigadores responsáveis pelo projeto, assegura que “em poucos anos o MOONS conseguirá mostrar-nos como milhões de galáxias cresceram na época em que o Universo se mostrou mais ativo, há quase 10 mil milhões de anos". Alexandre Cabral, investigador do IA/CAAUL e responsável pelo desenvolvimento tecnológico e implementação da componente portuguesa do MOONS, sublinha que "o IA/CAAUL construirá o sistema que vai maximizar a qualidade ótica da câmara MOONS em todo o campo de visão de um dos melhores telescópios do mundo, o VLT”.

A MOONS, que se prevê operacional já em 2018, irá preencher uma lacuna nos meios de observação astronómica, em especial no infravermelho próximo, e irá obter dados importantes para outros projetos já em curso, como a Missão Gaia, Dark Energy Survey, ALMA, Herschel e LOFAR, entre muitos outros.

Notas:

  1. As duas maiores instituições nacionais de investigação em Astronomia, CAUP e CAAUL colaboram cientificamente desde 2007. Esta união de esforços contribuiu decisivamente para tornar as Ciências do Espaço numa das áreas da investigação portuguesa de maior impacto internacional. Atualmente, as duas unidades encontram-se num processo de fusão que dará origem, ainda este ano, ao novo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA). O IA englobará cerca de 70% da investigação científica nacional na área.
  2. O Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL) é um centro de investigação em astronomia e astrofísica envolvido em projetos internacionais e com uma elevada produção científica. Para além da investigação de projeção internacional, tem vindo a desenvolver atividades de divulgação como cursos, palestras, visitas e observações astronómicas para o público em geral.


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