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IA acolhe cinco novos
investigadores contratados
2018 outubro 31

O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) irá acolher cinco investigadores, que receberam contratos no concurso Individual de Estímulo do Emprego Científico, da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Andrew Liddle, Margarida Cunha e Francisco Lobo receberam contratos de Investigador Principal, tendo ficado no top 4 da avaliação, na área de Ciências Físicas.

Andrew Liddle é um cosmólogo teórico, cujo trabalho incide sobre o Universo primordial, incluindo inflação cosmológica e modelos cosmológicos. No IA irá desenvolver, por exemplo, trabalho relacionado com Energia Escura, a misteriosa componente que se pensa ser responsável pela aceleração da expansão do Universo, recorrendo a dados obtidos pela missão Euclid (ESA), na qual o IA tem uma forte participação.

Margarida Cunha trabalha em astrofísica estelar, na área da asterossismologia. Atualmente é líder de grupos de trabalho no âmbito de consórcios internacionais ligados à missão PLATO (ESA) e TESS (NASA), nas quais o IA tem participação. No passado foi distinguida com prestigiadas bolsas atribuídas pela fundação Fulbright e pela Universidade de Sydney. No IA trabalha no desenvolvimento de ferramentas teóricas capazes de revelar a informação contida nos dados sísmicos, em particular aqueles que dizem respeito a estrelas mais velhas do que o sol.

Francisco Lobo é o atual líder da linha temática “Revelando a dinâmica do Universo” no IA. Com este novo contrato vai testar a natureza da gravidade, desenvolvendo modelos de gravidade alternativos, que passem testes locais, expliquem a dinâmica do Universo e sejam consistentes com as restrições impostas pelas ondas gravitacionais.

A Cláudio Llinares foi atribuído um contrato de Investigador Auxiliar, para trabalhar em cosmologia numérica de gravidade modificada, de modo fortalecer a componente de cosmologia observacional no IA. Llinares é um membro ativo da colaboração Euclid, nos grupos de trabalho de simulação cosmológica e de teoria.

Giuseppe Fanizza investiga os efeitos relativísticos nas estruturas a larga escala, e teoria não linear de lentes gravitacionais. Na categoria de Investigador Júnior, recebeu um contrato para vir para o IA analisar, combinar e extrair a assinatura de evolução não linear da gravidade, e da distribuição da matéria a larga escala, para descrever o Universo desde a recombinação até aos dias de hoje.

No Concurso Individual de Estímulo do Emprego Científico da FCT foram atribuídos 500 contratos, de 4102 candidaturas, com 276 contratos para Investigador Júnior, 154 para Investigador Auxiliar, 66 para Investigador Principal e 4 para Investigador Coordenador.

Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço Universidade do Porto Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
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