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MOONS passa na revisão preliminar
2016 abril 19

Imagem conceptual do espectrógrafo MOONS. Crédito: ESO/consórcio MOONS

Chama-se Multi-Object Optical and Near-Infrared Spectrograph (MOONS1), ou espectrógrafo multi-objetos no ótico e infravermelho próximo, e passou a sua primeira grande etapa, com a aprovação do design preliminar. Este espectrógrafo, que conta com a participação do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA2), será instalado no Very Large Telescope (VLT) do ESO e entrará em funcionamento em 2019.

O Co-Investigador Responsável Português do consórcio MOONS3, José Afonso (IA e Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) comenta: "Após demonstrar as soluções tecnológicas que permitirão alcançar os ambiciosos objetivos do MOONS, é agora a vez de o construir e preparar a sua utilização, o que contará com o contributo fundamental dos investigadores portugueses. Este é mais um instrumento de próxima geração que o IA ajuda a “dar à luz”, assegurando que a Astrofísica nacional continuará a sua história de sucesso."

O MOONS irá usar cerca de mil fibras óticas, que irão cobrir um campo de visão de aproximadamente 500 minutos de arco quadrados, o maior campo disponível no foco Nasmyth do VLT. A banda de comprimentos de onda observada pelo MOONS será entre os 0,6 e os 1,8 µm na resolução média.

Anúncio Científico ESO (em inglês) disponível em: http://www.eso.org/sci/publications/announcements/sciann16020.html

Notas
  1. O MOONS (Multi-Object Optical and Near-infrared Spectrograph, ou espectrógrafo multi-objetos no ótico e infravermelho próximo), é um espectrógrafo que será instalado num dos telescópios do VLT. Durante o seu tempo de vida (10 anos), irá observar cerca de 10 milhões de galáxias, para o estudo da formação e evolução destes sistemas ao longo da história do Universo. Permitirá ainda sondar a estrutura da Via Láctea, observando estrelas até uma distância de 40 mil anos-luz, incluindo regiões obscurecidas por poeira, para a construção de um mapa tridimensional da nossa galáxia.
  2. O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) é a maior unidade de investigação na área das Ciências do Espaço em Portugal, englobando a maioria da produção científica nacional na área. Foi avaliado como “Excelente” na última avaliação que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) encomendou à European Science Foundation (ESF).
  3. O consórcio MOONS é liderado pelo UK Astronomy Technology Centre (UKATC/STFC) e pelo Royal Observatory of Edinburgh – Reino Unido. Inclui também o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) – Portugal; GEPI, Observatoire de Paris – França; os centros de Florença, Bologna, Milano e Roma do Istituto Nazionale di Astrofisica (INAF) – Itália; o Centro de Astro-Ingeniería da Pontificia Universidad Católica de Chile (AIUC) – Chile; o Cavendish Laboratory e o Institute of Astronomy da Universidade de Cambridge – Reino unido; o ETH Zürich, Institute for Astronomy e o Observatoire Astronomique de l'Université de Genève – Suíça; e ainda o ESO.
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