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Pesquisa GAIA-ESO ajuda a calcular a idade de estrelas gigantes
2019 setembro 27

Proporção C/N de estrelas em enxames em função da idade.Imagem artística da sonda espacial Gaia. Crédito: ESA/ATG medialab; Imagem fundo: ESO/S. Brunier.
Segundo um estudo recente, que conta com a participação do investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA1) Sérgio Sousa, é possível estimar a idade de estrelas gigantes medindo a proporção Carbono/Nitrogénio na sua constituição. Este estudo foi publicado na edição de setembro da revista Astronomy & Astrophysics.

A idade de uma estrela é um dos parâmetros mais difíceis de estimar com exatidão, mas a análise de enxames de estrelas ajudam a simplificar essa tarefa pois é possível combinar observações de várias estrelas que nasceram basicamente ao mesmo tempo.

Segundo Sérgio Sousa (IA & Faculdade de Ciências da Universidade do Porto): “Este estudo permitiu-nos fazer uma ligação direta entre a idade de estrelas e o rácio dos elementos de Carbono e Nitrogénio que estão presentes nas atmosferas das estrelas. A relação foi feita com base na idade dos enxames e pode ser usada para estimar a idade com mais precisão em estrelas da nossa galáxia que não pertençam a enxames e para as quais temos medições das abundâncias de C e N.

Sérgio Sousa é um dos membros do GAIA-ESO Survey (GES), um projeto internacional que tem como objetivo complementar as observações da missão GAIA (ESA) com dados públicos de pesquisas espectroscópicas do Observatório Europeu do Sul (ESO). O IA é uma das instituições que contribui para a análise dos dados2 do GES.

Um dos objetivos da GES é o estudo da arqueologia da galáxia, isto é, o estudo da estrutura e evolução da nossa galáxia através da determinação da composição química e do cálculo da idade de vários grupos estelares na nossa galáxia. Através do GES, já se analisaram cerca de 100 000 estrelas, que complementam as observações do GAIA.


Notas
  1. O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) é a maior unidade de investigação na área das Ciências do Espaço em Portugal, integrando investigadores da Universidade do Porto e da Universidade de Lisboa, e englobando a maioria da produção científica nacional na área. Foi avaliado como “Excelente” na última avaliação que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) encomendou à European Science Foundation (ESF). A atividade do IA é financiada por fundos nacionais e internacionais, incluindo pela FCT/MCES (UID/FIS/04434/2019).
  2. Da equipa do IA que analisa dados do GES participam os investigadores Sérgio Sousa, Vardan Adibekyan, Elisa Delgado-Mena e Jorge Gameiro.

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